Araucária na estrada.



Hoje o vento bateu na minha porta...zuniu!



Atrapalhou tudo, fez até bagunça...um derramamento de coisas...
Depois que ele passou, depois que ele por mim sentiu...
Pensei nas horas...


Será que a vida passa?? Será que passa essa estrada??? E toda a vida que dela em mim deságua?
Que frio é esse que desanda a gente?? Será que calor brota do tempo?? 
Será que diminui e cresce o lamento, a cada esforço da alma?
Será que igual a isso e quase nada, me fez ficar aqui, pra dentro de tudo...pra dentro de mim???


Acordei. Acordei pra um céu imenso...É sempre assim quando sonho brincando de vento franzino, e nesse sopro,  sempre trago algumas preces. 
Coisa de quem quer ser vento...e zunir por ai...